Getting Rich Your Own Way, o livro para quem parte do zero
Resumo de Getting Rich Your Own Way, de Brian Tracy: o que o livro defende, a conta dos US$ 1,79 milhão refeita e o que os números dizem sobre quem abre negócio.

Por Davi MenegonMenegon Family Office
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O palestrante americano Brian Tracy falava sobre sucesso para uns 1.200 espectadores. No intervalo, um rapaz com deficiência intelectual abriu caminho entre as pessoas e perguntou, em voz alta, se ele também poderia ter sucesso. Contou que morava num lar coletivo, consertava móveis e comprava todo mês um título de poupança americano (savings bond) de US$ 100.
Tracy conta que, naquele momento, a tese de que qualquer um consegue estava sendo posta à prova diante de todo mundo. Ele tinha lido pouco antes quanto é preciso guardar para viver de renda e fez a conta, que está no livro: US$ 100 por mês, dos 21 aos 65 anos (44 anos), com o dinheiro rendendo 10% ao ano, passariam de US$ 1 milhão. O rapaz, segundo Tracy, se aposentaria mais rico que a maioria dos profissionais liberais. Bastava não parar de guardar, conta a introdução.
O livro defende que qualquer pessoa pode ficar rica guardando 10% de tudo o que ganha e aprendendo um ofício antes de abrir negócio. Essa parte é sólida. A promessa de que o dinheiro rende 10% ao ano, sem queda em nenhum ano, e a de que o negócio dá certo para quem estudou não se sustentam. Abaixo, a leitura do argumento e as contas refeitas.
Que livro é esse
Getting Rich Your Own Way saiu nos Estados Unidos em 2004, pela Wiley. Não encontramos edição em português; lemos o original e citamos por capítulo. Brian Tracy é palestrante e escritor de livros de vendas e desenvolvimento pessoal. Quem leu a resenha de As 32 leis do dinheiro e do sucesso reconhece parte da mentalidade; aqui há mais prática de negócio próprio.
São doze capítulos: mentalidade e como começar do zero (1 a 3), produto e mercado (4), criatividade (5), venda (6), como aprender com quem já deu certo (7), dinheiro para o negócio (8), imóveis (9 e 10), ações e fundos (11) e carreira como empregado (12).
O que ele defende, na melhor versão
A tese cabe em duas frases. Riqueza se aprende, porque milhões de pessoas já aprenderam. E ela vem de poucas decisões repetidas por muito tempo.
O livro dá cinco razões para as pessoas não ficarem ricas: nunca lhes ocorre, nunca decidem, adiam, não sabem esperar pela recompensa e pensam no curto prazo (cap. 1). A resposta é um método com três partes.
Pague-se primeiro. Separe 10% de tudo o que entra, antes de pagar as contas, e viva com os outros 90%. Quem não consegue começa com 1% e aumenta 1 ponto percentual por mês (2% no segundo mês, 3% no terceiro).
Há uma segunda regra, que Tracy chama de estratégia da cunha: guardar metade de cada aumento ou bônus, decidindo isso antes de receber (cap. 3). Uma pesquisa de economia comportamental (Thaler e Benartzi, que citamos na resenha das 32 leis) mostrou que as pessoas poupam mais quando se comprometem de antemão a guardar parte dos aumentos futuros.
Aprenda antes de abrir negócio. Tracy lembra que quase todo mundo começa sem dinheiro e que o caminho mais comum dos milionários é ter o próprio negócio. Ele recomenda trabalhar antes para outros, no mesmo ramo, por uns cinco anos. E diz que gastar os primeiros 10% do tempo de um projeto pesquisando poupa 90% do tempo e do dinheiro gastos depois (cap. 3).
Teste antes de investir. Antes de gastar com uma ideia, tente provar que não existe cliente disposto a pagar por ela. Tracy chama isso de hipótese negativa. Se você não conseguir provar, siga adiante. E peça ao cliente um pedido firme, não uma opinião (cap. 4). Esse teste serve a quem pensa em abrir uma empresa ou entrar numa sociedade.
O capítulo de venda (cap. 6) traz as cinco perguntas que todo cliente faz em silêncio, de “por que ouvir você?” a “o que eu ganho com isso?”. São conselhos de bom senso, bem organizados.
De onde vem a ideia do tempo longo
Um dos pontos mais fortes do livro é a perspectiva de tempo: quem decide pensando em dez ou vinte anos enriquece mais. Tracy se apoia num estudo de Edward Banfield, de Harvard, e diz que ele foi publicado em 1964 com o título The Unheavenly City. Segundo Tracy, Banfield comparou educação, inteligência, família e sorte, e só a perspectiva de tempo indicava quem subiria de classe social (cap. 1).
A ideia existe, mas The Unheavenly City foi publicado em 1970, não em 1964. É um ensaio sobre a crise urbana americana, e a tese central é que o horizonte de tempo separa as classes sociais: a de cima pensa no legado, a do meio na aposentadoria, a de baixo vive o momento.
Um artigo do Manhattan Institute, que resume a pesquisa posterior, conclui que ela não confirmou a tese: o horizonte curto seria traço comum, não exclusivo dos mais pobres. A lição para o leitor é prática e vale com ressalva: pensar no longo prazo ajuda, mas o livro de Banfield não prova que ajude mais que tudo o resto.
A conta do livro, refeita
Quase toda a promessa de Tracy está num exemplo do capítulo 1. Quem ganha US$ 25 mil por ano guarda 10% (US$ 2.500 por ano) e aplica esse dinheiro a um rendimento de 10% ao ano, durante 44 anos, dos 21 aos 65. Os rendimentos de cada ano entram no total e passam a render também, o que se chama de juros compostos. No fim, chega-se a US$ 1.794.762.
Refizemos a conta e ela fecha, desde que cada depósito entre no começo do ano. A aritmética não é o problema. O problema são as suposições da conta.
Mantendo os US$ 2.500 por ano e os 44 anos, só mudando o rendimento:
- a 10% ao ano, como no livro: US$ 1,79 milhão;
- a 8% ao ano: US$ 964 mil, 54% do resultado a 10%;
- a 6% ao ano: US$ 529 mil, 29% do resultado a 10%.
O rendimento pesa tanto quanto o valor guardado. Quem guarda o dobro, 20% de uma renda mantida em US$ 25 mil, a 6% ao ano, chega a US$ 1,06 milhão, um pouco acima do que se obtém guardando 10% a 8%. O livro fala muito em quanto guardar e pouco no risco de o rendimento não se repetir.
Um rendimento de 10% ao ano não é absurdo. As ações das 500 maiores empresas listadas nos EUA (índice S&P 500, contando os dividendos) renderam cerca de 10% ao ano, em média, de 1928 a 2025, segundo a base da Universidade de Nova York.
Mas essa média esconde o caminho: em 26 desses 98 anos o índice caiu, e o pior ano, 1931, teve queda de 43,84%. O resultado de 44 anos depende da ordem dos anos bons e ruins, e o retorno é nominal, antes de impostos e taxas. O livro liga os 8% a 10% a investir com cuidado (cap. 3), mas uma carteira mais conservadora, com menos ações, tende a render menos, e o texto não mostra como chegar a esse rendimento.
A inflação também fica de fora. Tracy diz na introdução que um milhão de dólares valia muito mais em 1900, mas não aplica essa lógica à própria conta. Com inflação de 2,8% ao ano (a média dos EUA nos 36 anos de 1987 a 2023), os US$ 1,79 milhão do dia da aposentadoria compram o que cerca de US$ 532 mil compram no dia em que a pessoa começa a guardar. É uma suposição, não uma previsão, mas mostra quanto a inflação pesa.
Na Menegon usamos a regra ×200: o patrimônio de quem quer viver de renda é 200 vezes o gasto mensal. Ela trabalha em reais e parte de um rendimento de cerca de 1% ao mês, metade como renda e metade para repor a inflação; por isso não é preciso descontar a inflação de novo, e ela não usa os 2,8% dos EUA. Esse 1% é hipótese, não garantia, e tratamos a ×200 como meta, não como taxa segura.
Há ainda dois pontos menores. A conta da cena de abertura (US$ 100 por mês, 10% ao ano, 44 anos) dá cerca de US$ 948 mil, ou US$ 956 mil se o depósito for no começo do mês: perto do milhão, mas abaixo dele. E no capítulo 3, US$ 100 por mês a 10,5% durante 40 anos dão cerca de US$ 737 mil, não os US$ 1.117.000 do livro, que só aparecem com uns 44 anos (US$ 1,13 milhão).
Para ver, em reais e no Brasil, quanto tempo leva guardar 10% da renda até alcançar a regra ×200, veja a conta da resenha das 32 leis ou faça a sua na Conta da Liberdade.
Quem abre negócio: o que os números dizem
A maior parte do livro é sobre abrir negócio, e é nessa parte que mais aparecem números sem fonte. O número mais forte: o livro repete, sem dizer de onde vem, que algumas estatísticas apontam 80% dos negócios novos fechados em dois anos (cap. 3), e argumenta que a maioria desses é de gente sem experiência. Os abertos por quem tem experiência, segundo ele, dão certo em 80% dos casos.
O Departamento de Estatísticas do Trabalho dos Estados Unidos mede isso desde 1994. Nos grupos de unidades de negócio (lojas, escritórios, fábricas) abertas de 2011 a 2023, de 65% a 72% seguem abertos depois de dois anos, e pouco mais de 50% depois de cinco. Depois de dez anos, seguem abertos cerca de 35%.
Os dados não separam dono com experiência de dono sem experiência, então não dá para testar a segunda metade da frase de Tracy. A primeira, que em dois anos fecham quatro de cada cinco, não se sustenta: pelo BLS, fecham de 28% a 35%.
No Brasil o quadro é da mesma ordem de grandeza, mas a base é outra: o Sebrae acompanha empresas com registro (CNPJ), não unidades de negócio. Das 13,2 milhões de empresas abertas a partir de 2017 e observadas até o fim de 2022, a estimativa é de 62% de sobrevivência em cinco anos. O MEI (pequeno negócio de uma pessoa só) é o que menos sobrevive, com 58%; a microempresa tem 74% e a empresa de pequeno porte, 79%.
Abrir negócio é arriscado, mas não tanto quanto o livro diz. Na média, de 38% (no Brasil) a quase 50% (nos EUA) dos negócios deixam de existir em cinco anos. Essa não é a chance de quem estudou o ramo, que os números não medem. Com um risco desse tamanho, o que pesa é o quanto a pessoa colocou em jogo.
Pontos de atenção
Quase todas as estatísticas vêm sem fonte. Os 74% de milionários que vieram de negócio próprio, os 10% de executivos, os 10% de profissionais liberais e os 5% de vendedores (cap. 1) aparecem sem referência, assim como os 80% de negócios que fecham em dois anos. Boa parte das pesquisas citadas também vem sem fonte verificável, às vezes só com um nome, como a Dun & Bradstreet, empresa americana de informações de crédito. O leitor deve tratar esses números como estimativas do autor, não como dados conferidos.
Só aparecem os casos de sucesso. Há o coronel Sanders, fundador da rede de frango frito KFC, que começou aos 66 anos, e Ross Perot, que fundou uma empresa de tecnologia com US$ 1.000 emprestados pela mãe. São histórias reais e inspiradoras, mas o livro não diz quantos tentaram o mesmo caminho e quebraram. Como o capítulo 3 trata o sucesso como questão de conhecimento e prática, sobra pouco espaço para a sorte e para o mercado.
O financiamento é arriscado. No capítulo 8, o livro lista fontes de dinheiro para o negócio. A primeira, a mais importante segundo ele, é a poupança própria. Depois vêm a venda de patrimônio, o cartão de crédito e o empréstimo pessoal.
Tracy avisa que o cartão “não é uma grande estratégia, nem uma recomendação”, com juros de até 18% ao ano nos EUA da época, mas diz que é um jeito cada vez mais comum de abrir empresa. E considera um erro recusar a garantia pessoal no empréstimo do banco, já que o banco a exige de qualquer jeito, do dono, do cônjuge e muitas vezes dos pais.
Para uma família com patrimônio, pôr a casa e a poupança como garantia de um negócio é assumir um risco alto.
Imóveis e bolsa: conselhos para os Estados Unidos de 2004. Os capítulos 9 a 11 trazem regras de compra de imóveis com pouca entrada, retornos de reforma e ordens de venda automáticas na bolsa de valores. Os números são de 2004 e dos Estados Unidos; no Brasil mudam o juro, o crédito, a tributação e a liquidez, que é a facilidade de vender sem perder valor.
Segundo o capítulo 11, o leigo deve investir com cautela, preferir fundos que reúnem muitas empresas e lembrar que o dinheiro pode ser perdido. Há uma tensão: o livro cita, sem fonte, um estudo em que ninguém enriqueceu na bolsa e, mais adiante, apresenta investidores que enriqueceram nela, como Warren Buffett e Bernard Baruch. Isso descreve o livro; não é recomendação de compra.
A jornada longa tem custo. O capítulo 12 recomenda chegar uma hora antes, almoçar trabalhando e sair uma hora depois. Pode funcionar por um tempo, mas o capítulo não trata do custo para a saúde e para a família, e apoia o conselho em pesquisas sem fonte.
O que muda no seu patrimônio
Duas decisões de método saem do livro, e nenhuma delas depende de qual investimento você escolhe.
A primeira é testar o plano com um rendimento baixo. Antes de dizer “vou guardar 10%”, rode a conta com o rendimento mais baixo que você consideraria razoável, já descontados a inflação e os impostos. Se o plano só funciona com 10% ao ano, todo ano, ele é uma aposta. Se funciona também com o rendimento baixo, ele é um plano.
A segunda é validar antes de colocar dinheiro num negócio. O teste da hipótese negativa de Tracy (procurar a falha que inviabiliza a ideia) e o pedido firme do cliente são as partes mais úteis do livro para quem pensa em abrir negócio. Some a eles uma regra que ele não enfatiza: o que você arrisca no negócio não deve ser o patrimônio inteiro da família. Separe o capital do negócio do capital que sustenta a sua renda.
Vale a pena ler?
Vale, com filtro. Como roteiro de comportamento, o livro é útil e fácil de ler. Como previsão de quanto tempo leva, ele depende de um rendimento alto e constante, que ninguém garante, e os percentuais de negócios que dão certo ou quebram não têm fonte. Os conselhos de financiamento pedem mais cautela do que o texto sugere.
Leia os capítulos 1 a 4 e o 6, passe mais depressa pelos de imóveis e de ações, e refaça a conta com um rendimento menor, descontando a inflação.
Perguntas frequentes
Qual é o resumo de Getting Rich Your Own Way?
Brian Tracy diz que qualquer pessoa pode ficar rica em uma vida de trabalho, mesmo começando do zero, e que isso se aprende. O método tem três partes. Primeira: guardar 10% de tudo o que entra, antes de gastar, e metade de cada aumento. Segunda: aprender o ofício antes de abrir um negócio. Terceira: testar se há clientes dispostos a pagar antes de investir. A maior parte do livro é um manual para quem quer abrir um negócio nos Estados Unidos.
Guardar US$ 2.500 por ano rende mesmo US$ 1,79 milhão?
A conta fecha, mas só com as suposições do livro: rendimento de 10% todo ano, durante 44 anos, com cada depósito feito no começo do ano. Com 8% ao ano o resultado cai para cerca de US$ 964 mil, e com 6% para cerca de US$ 529 mil. O valor também não desconta a inflação: com inflação de 2,8% ao ano, os US$ 1,79 milhão do dia da aposentadoria compram o que cerca de US$ 532 mil compram no dia em que a pessoa começa a guardar.
É verdade que 80% dos negócios novos quebram em dois anos?
Não, pelos dados oficiais dos Estados Unidos. O Departamento de Estatísticas do Trabalho (BLS) acompanha desde 1994 as unidades de negócio abertas, como cada loja, escritório ou fábrica. Depois de dois anos, de 65% a 72% seguem abertas; depois de cinco, pouco mais de 50%. No Brasil, o Sebrae, órgão de apoio às pequenas empresas, estimou 62% de sobrevivência em cinco anos para as empresas abertas a partir de 2017, com taxas menores para o microempreendedor individual (MEI), o pequeno negócio de uma pessoa só. As medidas não são idênticas, então a comparação é aproximada.
Getting Rich Your Own Way vale a pena?
Vale como roteiro de método: decidir quanto quer, guardar antes de gastar, aprender o ofício antes de abrir negócio e testar a demanda antes de investir. Não vale como previsão. As estatísticas do livro quase nunca trazem fonte e só aparecem histórias de quem deu certo. O livro lista cartão de crédito e garantia pessoal como fontes de dinheiro para o negócio, e usar o patrimônio da família como garantia é um risco alto.
Existe tradução do livro para o português?
Não encontramos edição em português até 26/10/2026. O original saiu pela Wiley em 2004. O autor tem outro livro sobre finanças publicado no Brasil em 2025, As 32 leis do dinheiro e do sucesso, que repete boa parte das ideias de mentalidade e já foi resenhado aqui.
Fontes
- Getting Rich Your Own Way: Achieve All Your Financial Goals Faster Than You Ever Thought Possible (Wiley, 2004, ISBN 978-0-471-65264-9) · Google Livros (ficha do livro pelo ISBN), consulta em 26/10/2026
- The Unheavenly City: the nature and future of our urban crisis, de Edward C. Banfield (Little, Brown, 1970) · Canadian Centre for Architecture (ficha do catálogo), consulta em 26/10/2026
- The life of the city (sobre a tese de Banfield, horizonte de tempo e classe, e o que a ciência social posterior concluiu) · Manhattan Institute, consulta em 26/10/2026
- Historical returns on stocks, bonds and bills: 1928-2025 (S&P 500 com dividendos: média anual composta de cerca de 10%; 26 quedas em 98 anos; pior ano, 1931, com queda de 43,84%) · Aswath Damodaran, Stern School of Business, New York University, consulta em 26/10/2026
- Table 7. Survival of private sector establishments by opening year (grupos por ano de abertura, de março de 1994 a março de 2025) · U.S. Bureau of Labor Statistics, Business Employment Dynamics, consulta em 26/10/2026
- Sobrevivência das empresas mercantis brasileiras, 2017-2022 (13,2 milhões de empresas abertas a partir de 1º/1/2017, observadas até o fim de 2022; estimativa de 62% em cinco anos) · Sebrae (DataSebrae), estudo publicado em 2023; consulta em 26/10/2026
- Índice de preços ao consumidor dos EUA, CPI-U (série CPIAUCNS), base da inflação de 2,8% ao ano de 1987 a 2023 · Federal Reserve Bank of St. Louis (FRED), consulta em 26/10/2026
- Save More Tomorrow: using behavioral economics to increase employee saving (Thaler e Benartzi) · Journal of Political Economy, fevereiro de 2004
Números e regras conferidos nas fontes acima na data de publicação ou de atualização do artigo. Como escrevemos.