Planejamento patrimonial: o que é, o que inclui e como fazer
O plano do patrimônio inteiro, com um número e uma data: as cinco partes em ordem, a diferença para o planejamento financeiro e quando revisar.
Menegon Family Office · Arquitetura patrimonialArquitetura patrimonialPor Davi MenegonMenegon Family Office
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Planejamento patrimonial é o plano que organiza todo o patrimônio de uma família em torno de três respostas: quanto ela precisa ter, em que ano quer chegar lá e qual o papel de cada bem nesse caminho. Orçamento, metas, investimentos, imóveis, empresa, crédito, proteção e sucessão entram na mesma conta, em vez de virarem decisões soltas.
O plano tem cinco partes, montadas nesta ordem: o retrato e o número, o orçamento e as metas, a função de cada bem, a proteção e a sucessão. Investimento, seguro e holding vêm depois, como instrumentos: o plano diz se, quando e quanto cada um entra.
O plano tem cinco partes, nesta ordem
Investimento, seguro e holding vêm depois, como instrumentos
- O retrato e o númeroO que a família tem, deve e gasta, e quanto o patrimônio precisa atingir.
- Orçamento e metasQuanto da renda vira patrimônio, e o valor e a data de cada projeto.
- A função de cada bemCada bem ganha um papel no patrimônio, inclusive os que hoje não rendem nada.
- ProteçãoSeguro de vida, proteção da renda e seguro de responsabilidade civil.
- SucessãoComo o patrimônio passa à geração seguinte, com menos custo e menos conflito.
O que entra num planejamento patrimonial, e em que ordem
1. O retrato e o número
O ponto de partida é o retrato de hoje: o que a família tem, o que deve e a que juros, que seguros existem e quanto pagariam de fato, e quanto a casa gasta por mês, conferido no extrato. Plano montado com números de memória nasce errado.
Com o retrato pronto, vem o número que o patrimônio precisa atingir. Pela regra dos 200, ele sai de uma multiplicação: renda mensal desejada × 200. Uma renda de R$ 25 mil por mês pede R$ 5 milhões (R$ 25 mil × 200). Na Conta da Liberdade, o seu número sai em cinco minutos.
2. Orçamento e metas
O orçamento mostra quanto da renda vira patrimônio de fato. Na régua da Menegon, enquanto o patrimônio está em construção, pelo menos 30% da renda viram aporte, e o aporte sai antes das outras despesas do mês, não do que sobrar no fim. O método está em orçamento familiar.
As metas dão valor e data aos projetos da família, da faculdade dos filhos ao dia de parar de depender do trabalho. O prazo de cada uma diz quanto dinheiro precisa estar disponível, e quando. Como montar esse mapa está em plano de vida financeiro.
3. A função de cada bem
Com o número e as metas definidos, cada bem recebe uma função. Todos entram, inclusive os que hoje não pagam nada.
Na Menegon, as funções se dividem em três motores: o mercado financeiro guarda a reserva e o dinheiro de resgate rápido; o crédito inteligente compra ativos sem esvaziar essa reserva; a economia real, com imóveis de renda e participações em empresas, gera renda ligada a ativos reais. Cada um tem riscos próprios, dos juros que oscilam ao imóvel que fica vazio.
4. Proteção
A proteção existe para que um imprevisto não desmonte o plano no meio do caminho. Entram o seguro de vida, a proteção da renda em caso de afastamento ou invalidez e o seguro de responsabilidade civil, que cobre indenizações a terceiros.
O capital do seguro de vida se calcula somando três valores: as dívidas que a morte não quitaria, os anos de despesas da família que se quer garantir e o que a sucessão vai custar. O passo a passo está em seguro de vida.
5. Sucessão
A sucessão define como o patrimônio passa para a geração seguinte, com menos custo e menos conflito. Os instrumentos mais comuns são o testamento, a previdência com beneficiário indicado e a holding. A holding, uma empresa criada para ser dona dos bens da família, só compensa a partir de certa escala.
O que cada instrumento resolve, a ordem de montagem e as regras do ITCMD, o imposto estadual sobre herança e doação, são explicados em proteção patrimonial e sucessão.
Planejamento patrimonial, financeiro ou sucessório: a diferença
Os nomes costumam aparecer misturados:
- Planejamento financeiro trata do orçamento, das metas e da reserva de emergência. É uma das partes do planejamento patrimonial.
- Planejamento sucessório cuida da passagem do patrimônio aos herdeiros. É outra parte.
- Planejamento patrimonial junta as partes num plano só, com um número e um prazo.
- Arquitetura patrimonial é como a Menegon chama o desenho desse plano: o número pela regra dos 200 e cada bem num dos três motores.
Recomendar investimentos de forma individual e gerir a carteira de alguém são atividades reguladas pela CVM, a Comissão de Valores Mobiliários. Quem pode fazer cada uma, e com que registro, está em gestão patrimonial.
Como funciona na Menegon
- Diagnóstico Patrimonial. A primeira conversa, de 1 hora por vídeo e sem custo. O resultado é um raio-x por escrito: onde você está, aonde quer chegar e quantos anos há entre os dois pontos.
- O plano. As cinco partes viram um cronograma, com marcos e prazos. O desenho de um plano desses, fase a fase, é o tema de arquitetura patrimonial por fase da vida.
- A Mesa Patrimonial. O acompanhamento do plano, em cadência fixa: as partes são olhadas juntas, e cada encontro termina numa decisão. O fluxo de caixa é revisto a cada trimestre, o peso de cada motor a cada semestre e, uma vez por ano, a arquitetura inteira, com proteções, metas e sucessão.
O indicador principal das revisões é um prazo: em quantos anos, mantido o ritmo de hoje, o patrimônio passa a pagar a renda que você quer.
A Menegon Family Office não administra investimentos nem recomenda ativos: cuida do plano do patrimônio inteiro, que é orçamento, metas, proteção, sucessão e a função de cada bem. As posições ficam nas corretoras do cliente.
O atendimento é para patrimônio acima de R$ 300 mil. Em Vitória, Vila Velha e Serra, é presencial, com hora marcada; nas outras cidades do Brasil, por vídeo (veja family office em Vitória).
Quando revisar o plano fora do calendário
Além das revisões marcadas, o plano é refeito quando a vida muda de rumo:
- casamento, separação ou nascimento de um filho;
- venda de uma empresa ou de um imóvel, ou recebimento de uma herança;
- mudança grande de renda, para cima ou para baixo;
- compra de um bem grande, como imóvel ou participação em empresa;
- proximidade da idade em que você quer parar de depender do trabalho.
Cinco erros comuns no planejamento patrimonial
- Começar pelo produto. Contratar o investimento, o consórcio ou a holding antes de saber o número e o prazo.
- Deixar bens fora da conta. O apartamento fechado, o lucro que se acumula sem destino na empresa e a carta de consórcio com o crédito já liberado, mas sem uso, também são patrimônio. Fora do plano, não pagam renda, e alguns ainda custam todo mês.
- Misturar o caixa da empresa com o da família. Despesa pessoal paga pela empresa distorce a leitura do orçamento e enfraquece a separação entre os bens da empresa e os seus.
- Fazer o plano e não revisar. Sem data marcada, o plano envelhece: a renda muda, os filhos crescem, as dívidas acabam, e ele continua descrevendo uma família que já não existe.
- Deixar a sucessão para depois. Sem testamento, beneficiários atualizados e dinheiro disponível fora do inventário, a família decide sob pressão, com os bens travados até a partilha.
Por onde começar
O primeiro passo é a Conta da Liberdade. Anote o que ela mostra: o seu número, a renda que o patrimônio já paga e o ano em que a conta fecha no ritmo de hoje. Depois, liste o que a família tem e o que deve, com o valor e o custo de cada item. Feito isso, a primeira parte do plano, o retrato e o número, está pronta.
Perguntas frequentes
O que é planejamento patrimonial?
É o plano que organiza todo o patrimônio de uma família em torno de três respostas: quanto ela precisa ter, em que ano quer chegar lá e qual o papel de cada bem nesse caminho. Orçamento, metas, investimentos, imóveis, empresa, crédito, proteção e sucessão entram na mesma conta, em vez de virarem decisões soltas.
O que um planejamento patrimonial inclui?
Cinco partes, nesta ordem: o retrato do patrimônio e o número a atingir; o orçamento e as metas com prazo; a função de cada bem nos três motores (mercado financeiro, crédito inteligente e economia real); a proteção, com o seguro calculado pela necessidade da família; e a sucessão, ou como o patrimônio passa para a geração seguinte. A ordem importa: sem o número e as metas, não dá para saber que papel dar a cada bem nem de quanta proteção a família precisa.
Planejamento patrimonial é o mesmo que abrir uma holding?
Não. A holding é uma empresa criada para ser dona dos bens de uma família, e é um instrumento: pode entrar no plano ou não, conforme o tamanho e o tipo do patrimônio. O planejamento vem antes e diz se, quando e para quê a holding faz sentido.
A partir de quanto patrimônio vale a pena fazer planejamento patrimonial?
Não existe um valor mínimo: orçamento e metas com prazo servem a qualquer família. O plano completo ganha importância quando o patrimônio junta peças diferentes, como imóveis, empresa, cotas de consórcio, aplicações e dívidas, porque aí uma decisão numa ponta mexe nas outras. Na Menegon Family Office, o atendimento é para patrimônio acima de R$ 300 mil.
De quanto em quanto tempo o planejamento patrimonial deve ser revisto?
Pelo menos uma vez por ano e, fora do calendário, sempre que a vida muda: casamento, separação, filho, venda de empresa ou imóvel, herança, mudança grande de renda. Na Mesa Patrimonial da Menegon, o fluxo de caixa é revisto a cada trimestre, o peso de cada motor a cada semestre e a arquitetura inteira, com proteções, metas e sucessão, uma vez por ano.