Planos na MesaCandidaturasHERTZ DIAS

HERTZ DIAS (PSTU, nº 16): o plano de governo registrado no TSE

HERTZ DIAS

PSTU · nº 16

Plano completo (PDF entregue ao TSE) ↗

Conteúdo informativo. Não é propaganda eleitoral nem recomendação de voto. A Menegon Family Office não apoia candidatura nem partido. Todas as candidaturas em ordem alfabética, com as mesmas regras; cada trecho é citação literal do plano entregue ao TSE, com a página do PDF.

Economia — Fiscal e Contas Públicas

Diagnóstico

“Mas também é preciso dizer a verdade: o governo Lula não representa uma alternativa para romper com esse sistema. Apesar do discurso social, governa em aliança com grandes empresários, bancos, o grande agronegócio e centrão, mantendo a total submissão do país à rapina imperialista. Mantém o arcabouço fiscal e a agiotagem escandalosa do pagamento da dívida, preserva os lucros dos bilionários, concede subsídios às multinacionais e submete o país às exigências do imperialismo.”
p. 4 do plano ↗
“Sem interromper essa drenagem da riqueza nacional para fora do Brasil ou para títulos da dívida pública, não há projeto nacional viável.”
p. 6 do plano ↗
“A aposentadoria é um direito construído ao longo de toda uma vida de trabalho. A destruição da previdência expressa a tentativa de subordinar o direito à velhice digna aos interesses do capital financeiro.”
p. 14 do plano ↗

Propostas

Suspender o pagamento da dívida pública e auditá-la

“Suspensão do pagamento da dívida pública aos grandes investidores e auditoria”
p. 28 do plano ↗

Fim da Lei de Responsabilidade Fiscal

“Fim a Lei de Responsabilidade Fiscal”
p. 28 do plano ↗

Revogar a reforma da Previdência

“Revogação da reforma da Previdência”
p. 14 do plano ↗
“Defesa da previdência pública, solidária e universal”
p. 14 do plano ↗

Reduzir a idade mínima para aposentadoria

“Redução da idade mínima para aposentadoria”
p. 14 do plano ↗

Incluir informais e precarizados na previdência

“Inclusão de trabalhadores informais e precarizados na proteção previdenciária”
p. 14 do plano ↗

Economia — Tributação

Diagnóstico

“A soma da dívida das grandes empresas ultrapassa R$ 1 trilhão, grande parte com INSS e FGTS.”
p. 27 do plano ↗

Propostas

Tributação fortemente progressiva sobre lucros

“Tributação fortemente progressiva sobre lucros empresariais e taxação ampliada sobre remessas de capital ao exterior, impedindo a evasão do excedente produzido pelos trabalhadores brasileiros.”
p. 27 do plano ↗

Imposto progressivo sobre fortunas de R$ 1 bilhão

“Imposto progressivo sobre as verdadeiras grandes fortunas, o topo da pirâmide, os que possuem de R$ 1 bilhão para cima.”
p. 27 do plano ↗

Fim dos benefícios fiscais às grandes empresas

“Fim dos benefícios fiscais e tributários às grandes empresas”
p. 27 do plano ↗

Isenção de IR até dez salários mínimos

“Isenção de ir até dez salários mínimos, atualizando a tabela à 1996, a partir de quando deixou de ser corrigida pela inflação, fazendo cada vez mais pobres pagarem ir. A partir daí, alíquotas progressivas.”
p. 27 do plano ↗

Cobrar a dívida ativa das grandes empresas

“Cobrança da dívida ativa das grandes empresas com a União (entre elas, Vale, JBS, Coca-Cola, Raízen, Gerdau e tantas outras), sob pena de expropriação.”
p. 27 do plano ↗

Economia — Câmbio e Comércio Exterior

Diagnóstico

“Nessa configuração, o país vai se convertendo cada vez mais em uma grande plataforma de exportação de produtos primários, como café, soja, minério de ferro e terras raras.”
p. 3 do plano ↗
“Parasitam nossos recursos e alimentam suas matrizes: eis a fuga de capitais que constantemente desvaloriza nossa moeda, exigindo que se queimem os royalties do petróleo e da mineração, bem como os excedentes do agronegócio e outros setores exportadores em meras operações cambiais.”
p. 5 do plano ↗
“Como o decadente imperialismo europeu, como vimos recentemente com o acordo Mercosul e União Europeia, em que o país acessa o mercado europeu com produtos primários, e se abre aos automóveis e demais produtos de alto valor agregado de países como Alemanha e França.”
p. 5 do plano ↗

Propostas

Controlar a conta de capitais evadidos do país

“É necessário uma taxação fortemente progressiva sobre os lucros das empresas bilionárias nos mais diversos ramos e, em particular, o controle da conta de capitais continuamente evadidos para fora do país tanto por capitalistas nacionais quanto estrangeiros: cerca de meio trilhão de reais anuais desde 2020.”
p. 6 do plano ↗

Ouro e metais preciosos nas reservas cambiais

“Expropriação integral da produção nacional de ouro e metais preciosos estratégicos, com incorporação automática às reservas cambiais públicas com vistas à redução da dependência das reservas em dólar e títulos estrangeiros, sejam eles originários, sejam de que país for.”
p. 27 do plano ↗

Produção voltada prioritariamente ao mercado interno

“Ao mesmo tempo, é necessário que a produção esteja voltada prioritariamente para o mercado interno, de modo que a produção crescente se vincule ao consumo também crescente dos trabalhadores, sem que um obstaculize o desenvolvimento do outro.”
p. 7 do plano ↗

Produzir no país maquinário agrícola

“Produção nacional de maquinário agrícola, como colheitadeiras e tratores, rompendo a dependência das importações.”
p. 17 do plano ↗

Economia — Mercado de Trabalho e Renda

Diagnóstico

“O Brasil é um país rico, figurando entre as dez maiores economias do mundo segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI). Ao mesmo tempo, é um dos países mais desiguais do planeta, com mais de dois terços da população recebendo até dois salários mínimos segundo o IBGE.”
p. 2 do plano ↗
“No Brasil, trabalha-se muito. Mais de 60% dos trabalhadores formais se submetem à escala 6×1 e bem acima de 40 horas semanais (dados do Anuário Estatístico do Ilaese-2025).”
p. 2 do plano ↗
“O trabalho é a principal fonte de riqueza da sociedade. Entretanto, milhões estão desempregados, e a classe trabalhadora empregada continua enfrentando baixos salários, jornadas excessivas, precarização das relações de trabalho e perda de direitos conquistados ao longo de décadas de luta.”
p. 8 do plano ↗

Propostas

Fim da escala 6×1, jornada de 36 horas

“Fim da escala 6×1 sem redução de salários e direitos, sem pejotização e sem demissões”
p. 8 do plano ↗
“Redução da jornada de trabalho para 36 horas, sem redução dos salários e sem flexibilização de direitos, rumo à escala móvel de horas de trabalho (pleno emprego). Trabalhar menos para que todos trabalhem!”
p. 8 do plano ↗

Aumento de 100% no salário mínimo

“Aumento de 100% no salário mínimo, rumo ao salário mínimo necessário, calculado pelo Dieese.”
p. 8 do plano ↗

Bolsa de um salário mínimo para desempregados

“Bolsa equivalente a um salário mínimo para trabalhadores desempregados enquanto não houver pleno emprego.”
p. 8 do plano ↗

Revogar a reforma trabalhista e as terceirizações

“Revogação da reforma trabalhista”
p. 8 do plano ↗
“Revogação da lei das terceirizações. Fim da terceirização, salário igual para trabalho igual e direitos para todos os trabalhadores. Incorporação dos trabalhadores terceirizados no quadro efetivo do serviço público e realização de concurso público para novas contratações.”
p. 8 do plano ↗

Vínculo empregatício para trabalhadores de aplicativos

“Reconhecimento do vínculo empregatício”
p. 9 do plano ↗
“Garantia de todos os direitos: previdência, férias, 13º, descanso remunerado, seguro contra acidentes, licença-maternidade e proteção social efetiva”
p. 9 do plano ↗

Economia — Inflação e Política Monetária

Diagnóstico

“A vida real da classe trabalhadora e do povo pobre, assim, não reflete os dados oficiais e o discurso do governo, de um suposto aumento da renda e baixa na inflação. Ao contrário, o custo de vida só aumenta a cada dia.”
p. 2 do plano ↗
“A inflação, principalmente dos produtos mais básicos como os alimentos, corroi o poder de compra das famílias, assim como o elevado preço dos aluguéis, inflacionado pela especulação imobiliária, ou a alta na conta de luz, no esteio da privatização do setor elétrico no país.”
p. 2 do plano ↗

Propostas

Estatizar o sistema financeiro num banco único

“A estatização do sistema financeiro e centralização do crédito em um banco único é essencial para planejar a economia e garantir o controle de capitais.”
p. 28 do plano ↗
“Ao lado disso, é fundamental o controle do sistema financeiro e dos grandes bancos, de modo a canalizar os recursos para o que realmente importa.”
p. 6 do plano ↗

Bancos públicos 100% estatais

“Bancos públicos 100% estatais e reestruturados de modo a se adequarem a uma estratégia nacional de desenvolvimento.”
p. 27 do plano ↗

Crédito público com juros baixos ao pequeno produtor

“Crédito público direcionado, sem intermediação privada, com juros baixos, combinado com subsídios ao pequeno produtor, incluindo isenção de impostos, seguro agrícola e políticas que evitem endividamento.”
p. 17 do plano ↗

Responsabilizar bancos e fintechs por fraudes eletrônicas

“Responsabilização de bancos, fintechs e plataformas digitais pela adoção de mecanismos efetivos de prevenção às fraudes. Restituição imediata de valores desviados em casos de fraude eletrônica. A digitalização dos serviços não pode transferir à população os riscos das operações financeiras.”
p. 20 do plano ↗

Economia — Papel do Estado e Privatizações

Diagnóstico

“A voracidade do capital internacional imperialista avança sobre as áreas estratégicas e os serviços públicos. O setor elétrico é um forte exemplo disso, refletindo nas altas contas de luz e em serviços cada vez piores.”
p. 3 do plano ↗
“São empresas como a Petrobras e a Vale, que distribuíram respectivamente uma média de R$ 100 bilhões e R$ 30 bilhões em dividendos nos últimos quatro anos.”
p. 6 do plano ↗
“Hoje, esses direitos são atacados por um modelo que transforma tudo em mercadoria. A privatização, as Parcerias Público-Privadas (PPPs,) a precarização e o subfinanciamento transferem recursos públicos para grandes empresas, enquanto a população paga mais caro por serviços piores.”
p. 10 do plano ↗

Propostas

Expropriar mineração, petróleo, energia, siderurgia e celulose

“Expropriação imediata (em grande parte dos casos, reversão de privatização) das grandes empresas privadas dos setores de mineração, petróleo, energia, siderurgia, celulose e das grandes comercializadoras e centralizadoras do agronegócio, incorporando seus ativos ao patrimônio público nacional.”
p. 26 do plano ↗

Petrobras 100% estatal e sob controle dos trabalhadores

“Petrobras 100% estatal e sob controle dos trabalhadores já!”
p. 26 do plano ↗

Proibir privatizações e reverter as já realizadas

“Proibição da privatização de empresas estratégicas e reversão das privatizações realizadas nos setores considerados essenciais à soberania econômica, militar e social.”
p. 26 do plano ↗

Empresa estatal de terras raras

“As terras raras são nossas! Pela criação de uma empresa estatal de terras raras sob controle dos trabalhadores”
p. 26 do plano ↗

Limitar em 25% a distribuição de dividendos

“Limitação em 25% da distribuição de dividendos das grandes empresas privadas remanescentes, com reinvestimento obrigatório do excedente produtivo no território nacional.”
p. 27 do plano ↗

Economia — Infraestrutura e Investimento

Diagnóstico

“Sem indústria de ponta, com um peso cada vez maior do grande agronegócio e com uma economia desnacionalizada, dominada por grandes monopólios estrangeiros, restam os empregos de baixos salários, precarizados, e uma brutal superexploração.”
p. 3 do plano ↗
“Milhares de imóveis permanecem vazios ou abandonados nas regiões centrais, ao mesmo tempo que a população trabalhadora é empurrada para as periferias, enquanto o capital se apropriou das melhores áreas e transformou o espaço urbano em ativo financeiro.”
p. 12 do plano ↗
“Avançam processos de privatização e concessão de metrôs, estradas e ferrovias, aprofundando a mercantilização da mobilidade.”
p. 13 do plano ↗

Propostas

Plano nacional de obras públicas

“Plano nacional de obras públicas voltado à geração de empregos, universalização do saneamento básico, construção de escolas, hospitais, creches, infraestrutura ambiental, entre outras obras necessárias e respeitadoras do meio ambiente.”
p. 8 do plano ↗

Construção massiva de moradias por empresa pública

“Construção massiva de moradias populares e infraestrutura por empresa pública de obras”
p. 13 do plano ↗
“Expropriação dos imóveis urbanos abandonados, ociosos ou destinados exclusivamente à especulação imobiliária.”
p. 13 do plano ↗

Tarifa zero e estatização do transporte urbano

“Tarifa zero no transporte público”
p. 14 do plano ↗
“Estatização dos sistemas de transporte urbano e reversão das concessões privadas”
p. 14 do plano ↗

Plataformas públicas de transporte, entrega e comércio eletrônico

“Criação de plataformas públicas nacionais de transporte, entrega, comércio eletrônico, microtarefas e trabalho freelancer, financiadas com recursos das empresas estratégicas expropriadas.”
p. 9 do plano ↗
“Gestão dessas plataformas por conselhos de trabalhadores usuários, responsáveis por deliberar sobre as regras de remuneração, funcionamento e destino dos excedentes gerados pela plataforma.”
p. 10 do plano ↗

Inteligência artificial pública nacional

“Desenvolvimento de uma inteligência artificial pública nacional, financiada por excedentes de empresas estratégicas expropriadas, com uso obrigatório na gestão e em empresas públicas e como opção subsidiada às diversas modalidades de trabalho por plataformas e aos consumidores em geral.”
p. 28 do plano ↗

Educação

Diagnóstico

“O ensino público segue pelo mesmo caminho, da educação básica às universidades públicas.”
p. 2 do plano ↗
“Os grandes grupos empresariais da educação avançam hoje sobre a educação básica. Por intermédio de institutos, fundações e movimentos como o Todos Pela Educação, definem as políticas públicas e influenciam legislações que abrem espaço para diversos mecanismos de apropriação das verbas públicas.”
p. 12 do plano ↗
“Cada vez mais se aprofunda a desigualdade educacional no país: enquanto os filhos dos ricos têm acesso a escolas equipadas e a um ensino completo para aprender a mandar, os filhos da classe trabalhadora estudam em escolas sem estrutura, com um currículo cada vez mais simplificado para aprender a obedecer e se submeter ao trabalho precário.”
p. 12 do plano ↗

Propostas

Nenhuma verba pública para empresários da educação

“Nenhuma verba pública para os grandes empresários da educação!”
p. 12 do plano ↗
“Fim das Parcerias Público-Privadas (PPP), das terceirizações e da aquisição de materiais e serviços dessas empresas pelas redes públicas de ensino”
p. 12 do plano ↗

Revogar a BNCC e o Novo Ensino Médio

“Revogação das propostas curriculares elaboradas pelos grandes empresários da educação e fundações privadas (BNCC e Novo Ensino Médio). Por propostas curriculares elaboradas pelos trabalhadores da educação.”
p. 12 do plano ↗

Contra a militarização das escolas

“Não à militarização das escolas e a projetos de controle ideológico, como Escola Sem Partido!”
p. 12 do plano ↗

Ampliar vagas em creches, escolas e universidades

“Ampliação de vagas em creches, escolas e universidades públicas”
p. 12 do plano ↗
“Garantia de permanência estudantil (transporte, alimentação, bolsas)”
p. 12 do plano ↗

Valorizar os profissionais e investir na educação

“Valorização dos profissionais da educação, com carreira e salários dignos”
p. 12 do plano ↗
“Investimento massivo na educação pública.”
p. 12 do plano ↗

Segurança Pública

Diagnóstico

“Nas periferias e nos grandes centros urbanos, a violência policial por meio, principalmente, da Polícia Militar, submete toda uma população a um estado de exceção permanente, com execuções sumárias, chacinas e o encarceramento em massa, sob a justificativa da “guerra às drogas”.”
p. 2 do plano ↗
“Coerentes com esse papel, as atuais instituições policiais estão organizadas para exercer o controle social sobre a população pobre e trabalhadora, e não para garantir sua segurança.”
p. 18–19 do plano ↗
“O crime organizado e o narcotráfico são empresas capitalistas ilegais que mantêm relações com o sistema financeiro, setores do Estado e empresários.”
p. 19 do plano ↗

Propostas

Desmilitarização da PM e unificação das polícias

“Desmilitarização da Polícia Militar e reversão da dinâmica de militarização das demais polÍcias e guardas municipais.”
p. 19 do plano ↗
“Unificação das polícias em uma única instituição de caráter civil, com eleição de comandantes e delegados pela população e mandatos revogáveis”
p. 20 do plano ↗

Descriminalizar as drogas e revogar a Lei Antidrogas

“Descriminalização das drogas e revogação da Lei Antidrogas, para efetivamente combater e acabar com o narcotráfico, junto com políticas públicas de prevenção, tratamento e redução de danos.”
p. 19 do plano ↗

Combater o crime organizado por investigação e inteligência

“Combater o crime organizado, as máfias, as milícias, as facções e demais organizações criminosas por meio da investigação, inteligência e desarticulação de seus negócios, atingindo seu patrimônio, suas fontes de financiamento e suas relações com agentes públicos, políticos, empresários e, em especial, com o sistema financeiro, em vez de realizar operações militares que vitimam principalmente a população trabalhadora.”
p. 19 do plano ↗

Câmeras corporais em todos os agentes de segurança

“Implantação de câmeras corporais para todos os agentes de segurança pública, com gravação ininterrupta e armazenamento das imagens sob controle de órgãos civis, garantindo acesso às gravações quando houver processo legal.”
p. 19 do plano ↗

Estimular a autodefesa organizada da população

“Desde já, é preciso estimular a população a se auto-organizar para garantir sua própria segurança, seja diante do crime organizado e da criminalidade em geral, seja diante da violência do Estado por suas polícias.”
p. 20 do plano ↗

Saúde

Diagnóstico

“Na Saúde, o SUS, uma conquista da classe trabalhadora, sofre um verdadeiro processo de destruição. Filas extensas, exames e agendamento com especialistas são hoje um verdadeiro calvário para a grande maioria da população.”
p. 2 do plano ↗
“A crise do SUS expressa diretamente esse conflito: garantir saúde pública universal implica enfrentar os mecanismos que drenam recursos e subordinam o sistema à lógica privada.”
p. 11 do plano ↗

Propostas

SUS público, universal, gratuito e 100% estatal

“Defesa do sus público, universal, gratuito e 100% estatal”
p. 11 do plano ↗
“Fim da privatização e da gestão privada da saúde (OS, Fundações e PPP)”
p. 11 do plano ↗

Investimento público com prioridade à atenção básica

“Ampliação do investimento público em saúde, com prioridade para a atenção básica”
p. 11 do plano ↗
“Expansão da rede pública de hospitais, upas e Unidades Básicas de Saúde (UBS)”
p. 11 do plano ↗

Produção pública de medicamentos e insumos estratégicos

“Produção pública de medicamentos e insumos estratégicos”
p. 11 do plano ↗

Investimento público nos Caps e residências terapêuticas

“Cuidado com a saúde mental: ampliação do investimento público nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), no Serviço de Residências Terapêuticas e Centros de Convivência. Nenhum investimento público em Comunidades Terapêuticas!”
p. 11 do plano ↗

Aborto legal, seguro e gratuito pelo SUS

“Aborto legal, seguro e gratuito pelo sus, contra qualquer interferência de igrejas e setores reacionários”
p. 23 do plano ↗

Política Externa

Diagnóstico

“Os Estados Unidos e os países europeus, que dominam a cadeia de produção com maior valor agregado existente no Brasil, há décadas apenas extraem a riqueza produzida pela classe trabalhadora brasileira sem realizar nenhum investimento de maior monta.”
p. 5 do plano ↗
“Tampouco a China é uma alternativa. O gigante asiático tem priorizado adquirir empresas brasileiras em vez de construir novas, isto é, realizar a compra de ativos já existentes – fusões e aquisições –, sobretudo em setores como energia, mineração e infraestrutura.”
p. 5 do plano ↗
“Não é possível falar em um país soberano sem problematizar uma ruptura com o imperialismo, isto é, com os países dominantes na atual divisão internacional do trabalho.”
p. 5 do plano ↗

Propostas

Riquezas produzidas no país sob controle nacional

“Defender a soberania do Brasil, neste marco, significa garantir que as riquezas produzidas no país permaneçam sob controle nacional e sejam direcionadas às necessidades da população. Isso implica enfrentar os interesses do grande capital e dos monopólios estratégicos, inclusive por meio da retomada e do controle de setores fundamentais hoje privatizados.”
p. 5 do plano ↗

Legalização imediata dos papéis dos imigrantes

“Direito imediato à nacionalidade: legalização dos papéis de haitianos, bolivianos, venezuelanos, cubanos, angolanos e todos os africanos”
p. 25 do plano ↗
“Direitos civis, trabalhistas e sociais”
p. 25 do plano ↗

Proibir dados do governo em nuvens estrangeiras

“Proibição da hospedagem de dados governamentais sensíveis em nuvens estrangeiras e vedação de contratos que submetam dados nacionais a legislações externas.”
p. 28 do plano ↗

Disputar a base das Forças Armadas e polícias

“Esse processo inclui organizar a autodefesa dos trabalhadores e também disputar a base das Forças Armadas e das polícias, composta majoritariamente por filhos da própria classe trabalhadora, para que rompam com os comandos burgueses e se coloquem ao lado do povo.”
p. 33 do plano ↗

Combate à Corrupção

Diagnóstico

“Por isso, fracassa a política dos governos do sistema, que alternam entre o abandono das comunidades e a repressão indiscriminada da população pobre, sem enfrentar os grandes interesses econômicos, políticos e estatais – muitas vezes também corruptos – que sustentam a criminalidade organizada.”
p. 18 do plano ↗

Propostas

Investigar e punir corruptos e corruptores

“Investigação e punição de corruptos e corruptores, com confisco dos bens obtidos por meio da corrupção.”
p. 19 do plano ↗

Punir agentes públicos ligados a organizações criminosas

“Confisco dos bens obtidos por atividades criminosas, punição dos agentes públicos envolvidos com organizações criminosas e dissolução dos grupos e estruturas milicianizadas existentes no aparelho de Estado.”
p. 19 do plano ↗

Proibir cargo público a envolvidos com milícias

“Contra as milícias e bandos paramilitares organizados por agentes do Estado. Expulsão de todos os envolvidos das polícias, dissolução imediata dos batalhões milicianizados, punição de todos os políticos envolvidos com as milícias e proibição de que qualquer agente do Estado envolvido com essas organizações volte a exercer cargo público.”
p. 20 do plano ↗

Reforma Política e Justiça

Diagnóstico

“A luta pelas tarefas colocadas neste programa entrará inevitavelmente em choque com o Estado burguês, suas instituições e seus aparatos repressivos. Esse Estado não é neutro. Ele aparece de forma concreta na vida da classe trabalhadora por meio do Congresso que bloqueia direitos, do Judiciário que protege os ricos, das Forças Armadas que tutelam o regime, das pms militarizadas, da polícia que mata nossos filhos nas periferias, do encarceramento em massa, das milícias, da repressão às greves, ocupações e protestos.”
p. 32 do plano ↗
“O Estado burguês pode apresentar-se na forma de um regime ditatorial ou de democracia burguesa, limitada pelo domínio econômico e político dos monopólios e do capital financeiro. Nos dois casos ele representará fundamentalmente os interesses de uma minoria de 0,8%.”
p. 32 do plano ↗
“Milhões foram às ruas contra a precarização da vida, os serviços públicos degradados, os gastos bilionários com a Copa, a violência policial e a crise de representação política.”
p. 31 do plano ↗

Propostas

Representantes eleitos e revogáveis sob controle da base

“Defendemos um poder baseado em organismos democráticos construídos pela própria classe trabalhadora e seus aliados em luta, com representantes eleitos e revogáveis, sob controle permanente da base.”
p. 33 do plano ↗

Conselhos populares e assembleias como novo poder

“Isso significa impulsionar assembleias, comitês nos bairros, organismos nos locais de trabalho, estudo e moradia, conselhos populares e formas de auto-organização e autodefesa.”
p. 31 do plano ↗
“Os conselhos e organismos democráticos de luta cumprem esse papel: reúnem os diversos setores em movimento, coordenam reivindicações, organizam a luta, centralizam forças e podem transformar-se em embriões de um novo poder.”
p. 32 do plano ↗

Mobilização direta acima da ação institucional

“Por isso, a mobilização direta deve ser prioritária em relação à ação institucional. Não somos cretinos antiparlamentares. A disputa eleitoral e institucional pode ter importância tática e, se realizada à maneira revolucionária, pode servir, e muito, para denunciar os monopólios, fortalecer lutas e ampliar a consciência política. Mas deve estar subordinada à mobilização, à ação direta, à auto-organização e à estratégia de conquista do poder político pela classe trabalhadora e seus aliados.”
p. 30 do plano ↗
“Por isso, um governo dos trabalhadores sem capitalistas deve apoiar-se prioritariamente na mobilização direta e na auto-organização da classe trabalhadora e de seus aliados contra a ordem, e não nos acordos com os partidos da burguesia, no Congresso inimigo do povo, no Judiciário ou nos aparatos construídos para defender a propriedade capitalista.”
p. 31 do plano ↗

Estado operário fundado na democracia operária

“Defendemos um Estado operário revolucionário, uma ditadura revolucionária do proletariado contra a burguesia, os monopólios e o imperialismo, sobretudo fundada na mais ampla democracia operária e popular.”
p. 32 do plano ↗

Direitos e Bem-Estar

Diagnóstico

“O grande agronegócio é um modelo agrícola destrutivo e no Brasil tem um caráter totalmente predatório. A expansão desse modelo é responsável por aproximadamente 75% das emissões nacionais de gases de efeito estufa. A expansão da fronteira agrícola já destruiu metade do Cerrado, ameaça o Pantanal e pressiona cada vez mais a Amazônia.”
p. 15 do plano ↗
“Mais de sete milhões de camponeses sem terra enfrentam precariedade extrema, exploração e risco constante de despejo, enquanto cerca de um milhão vivem em acampamentos sem condições básicas; mesmo os assentamentos não garantem autonomia produtiva. O problema não é a falta de terra, mas quem a controla.”
p. 16 do plano ↗
“O mundo mudou, a localização do Brasil na ordem mundial mudou, a classe trabalhadora mudou. E a situação da população negra, maioria absoluta do proletariado brasileiro, não ficou imune. Pelo contrário: o trabalhador negro foi o setor mais atingido pela reestruturação capitalista dos últimos trinta anos.”
p. 21 do plano ↗

Propostas

Reforma agrária e terra para quem trabalha

“Terra a quem nela trabalha! Por reforma agrária e por uma revolução na estrutura do campo brasileiro! Transferir o controle das terras para os trabalhadores rurais, transformando estruturalmente as relações de propriedade, poder e produção no campo, pondo fim à exploração que enriquece bilionários.”
p. 16 do plano ↗

Demarcar terras indígenas e titular territórios quilombolas

“Reparação e demarcação imediata das terras indígenas, titulação dos territórios quilombolas e proteção das comunidades tradicionais”
p. 15 do plano ↗
“Demarcação e regulamentação já de todas terras indígenas é uma medida democrática mínima.”
p. 25 do plano ↗

Fim dos créditos e subsídios ao grande agronegócio

“Fim dos créditos públicos e dos subsídios estatais ao grande agronegócio”
p. 15 do plano ↗
“Fim dos subsídios públicos bilionários ao grande agronegócio e aos monopólios, nacionais e internacionais, com redirecionamento desses recursos para a produção de alimentos voltada à soberania alimentar.”
p. 18 do plano ↗

Delegacias 24 horas e casas-abrigo para mulheres

“Proteção real para as mulheres: delegacias especializadas abertas 24 horas, casas-abrigo e rede de atendimento conforme a demanda, com recursos garantidos pelo Estado e sob controle das trabalhadoras e da população.”
p. 22 do plano ↗

Cotas para negros e cotas trans nas universidades

“Manutenção e ampliação de cotas para negros nas universidades e serviços públicos”
p. 21 do plano ↗
“Pelo direito de existir, contra o apartheid trans! Trabalho, direitos, renda e dignidade! Cotas trans nas universidades e concursos públicos, rumo ao pleno emprego!”
p. 25 do plano ↗

Cultura, Esporte e Turismo

Diagnóstico

O plano não descreve a situação neste tema — só apresenta propostas.

Propostas

Contra a criminalização das culturas periféricas

“Contra a criminalização das culturas periféricas: funk e batalhas de rima não são casos de polícia.”
p. 21 do plano ↗